Mais de 47 milhões de dólares perdidos durante as cheias
A empresa, Portos e Caminhos de Ferros de Moçambique, (CFM), registou, até 17 de Abril de 2026, uma perda avaliada em mais de 47 milhões de dólares, causados pelas últimas enxurradas de Janeiro e Fevereiro do ano em curso, na linha do Limpopo, sul de região sul do País.

Os dados foram apresentados nos dias 23 e 24 de Abril de 2026, na Cidade da Beira, por ocasião da realização do XXIX reunião do Conselho de Directores do CFM, sob o lema “Juntos por um CFM Estratégico e Melhor Opção Logística Regional”.Trata-se de um encontro que decorreu num momento particularmente desafiante, marcado pelos impactos das cheias que afectaram várias infra-estruturas ferroviárias, com destaque para a Linha do Limpopo, ainda em processo de recuperação.Até 17 de Abril de 2026, os prejuízos estimados ultrapassavam os 47 milhões de dólares, incluindo perdas por carga não transportada e custos de reparação de infra-estruturas e equipamentos.Apesar dos desafios, o CFM apresentou sinais de resiliência. Em 2025, foram transportadas 14,3 milhões de toneladas de carga, um crescimento de 11% face ao ano anterior, enquanto os portos sob gestão do CFM manusearam 13,2 milhões de toneladas.Outro destaque foi a evolução da CFM Logistics, que reforçou a sua presença em Nacala, Pemba e Afungi, alcançando autonomia financeira em 2025 e consolidando-se como um actor estratégico na logística nacional.Durante o encontro, o PCA do CFM, Agostinho Langa Júnior, defendeu maior capacidade de antecipação, melhor gestão de risco e respostas mais eficientes aos desafios que afectam a empresa.A mensagem central foi clara: o futuro do CFM exige planeamento, resiliência, inovação e capacidade de agir antes que as crises aconteçam.
