Governo defende desenvolvimento económica de Moçambique

O Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu, esta quarta-feira, 20 de Maio de 2026, em Maputo, a necessidade de reforçar a planificação rigorosa, a monitoria eficaz e a execução responsável das políticas públicas como condições essenciais para acelerar o desenvolvimento socioeconómico do país e consolidar a independência económica nacional.

A posição foi apresenta durante a abertura da 22.ª Sessão do Observatório de Desenvolvimento, realizada sob o lema “Papel do Observatório de Desenvolvimento para uma planificação responsiva aos desafios socioeconómicos e oportunidades para a melhor operacionalização do PQG 2025–2029”.De acordo com Valá, Moçambique deve abandonar a lógica de justificação do incumprimento das metas e apostar em planos realistas, acompanhados de métricas claras, monitoria rigorosa e avaliação contínua.Segundo explicou que, os instrumentos estratégicos do país, nomeadamente o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025–2044 e o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), devem orientar uma governação mais eficiente, responsiva e centrada no bem-estar da população.Entre os pontos centrais da sessão, destacou-se a defesa da independência económica como um dos principais desafios do país, baseada no reforço da capacidade produtiva nacional, soberania alimentar, diversificação económica, industrialização, estabilidade macroeconómica e maior aproveitamento dos recursos internos.Salim Valá argumentou que, a transformação estrutural da economia exige maior produtividade, fortalecimento das cadeias de valor nacionais, processamento interno de matérias-primas e redução gradual da dependência externa.O ministro reconheceu, igualmente, os desafios económicos enfrentados pelo país, lembrando que, após quatro trimestres consecutivos de contracção económica desde finais de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 4,67% no quarto trimestre de 2025, embora insuficiente para evitar uma contracção anual de 0,52%. Para 2026, o Executivo prevê um crescimento económico de 2,8%, cenário que poderá ser revisto em baixa devido ao impacto das cheias de Janeiro e às tensões geopolíticas internacionais, incluindo a guerra no Médio Oriente.O governante salientou a necessidade de investir mais no capital humano, sobretudo nos sectores da educação, saúde, abastecimento de água, saneamento e qualificação profissional da juventude, bem como expandir infra-estruturas resilientes capazes de reduzir custos logísticos, dinamizar os corredores económicos e fortalecer a integração territorial.No domínio ambiental, o Governo reiterou a urgência de incorporar a gestão do risco climático no centro da planificação pública, após as cheias e inundações registadas este ano evidenciarem a vulnerabilidade do país aos eventos climáticos extremos.Por fim, Salim Valá defendeu uma abordagem de desenvolvimento mais colaborativa e inclusiva, envolvendo o sector privado, organizações da sociedade civil, parceiros de cooperação, academia, sindicatos e organizações juvenis, considerando que o futuro de Moçambique dependerá da capacidade colectiva de transformar diálogo em acção, visão em execução e potencial em prosperidade partilhada.


Categoria: Economia

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