Banco de Moçambique chamado a reforçar aposta nas fintechs
O presidente da Escola Superior de Gestão Corporativa e Social (ESGCS/CBS), Lourenço Dias da Silva, advoga que o Banco de Moçambique deve aprofundar a sua aposta nas fintechs e acelerar a modernização do sistema financeiro nacional, sublinhando que o futuro da inclusão e competitividade económica depende da integração plena entre tecnologia, regulação e inovação.
A posição foi reafirmada no contexto do actual processo de transformação digital do sector financeiro moçambicano, marcado pela expansão dos sistemas de pagamentos electrónicos, pelo crescimento das plataformas digitais e pela introdução de soluções como pagamentos instantâneos, que têm vindo a redefinir a forma como os serviços bancários são prestados no país.
Segundo o académico, a modernização do sistema financeiro não deve ser entendida apenas como uma evolução tecnológica, mas como um factor estrutural de desenvolvimento económico, inclusão social e eficiência institucional. Neste sentido, sustenta que o Banco de Moçambique deve assumir um papel mais activo na criação de condições regulatórias e infra-estruturais que permitam às fintechs escalar soluções inovadoras com impacto directo na economia real.
Lourenço Dias da Silva sublinha ainda que o reforço da taxa de retorno do investimento no sector das fintechs pode ser potenciado através da integração de uma visão estratégica assente na denominada “Cátedra 4G, 5G, Fintech e Sustentabilidade”, que articula conectividade, digitalização e inovação sustentável. Para o académico, conceitos como deslocalização digital, smartphonezação e smartphoneglobalização traduzem a nova realidade em que o telemóvel se tornou o principal instrumento de acesso a serviços financeiros, educação e mercado.
Nesta perspectiva, o responsável da ESGCS/CBS defende que a conectividade deve ser encarada como infraestrutura crítica para o desenvolvimento, alertando que o atraso na expansão tecnológica limita a competitividade do país e restringe o acesso das populações aos serviços financeiros modernos. A modernização do sistema financeiro, acrescenta, deve igualmente incorporar dimensões de sustentabilidade e inclusão, de modo a garantir que a inovação não aprofunde desigualdades, mas antes contribua para a sua redução.
As declarações surgem num momento em que o Banco de Moçambique tem vindo a intensificar as reformas no sistema nacional de pagamentos e a promover iniciativas de digitalização financeira, consideradas fundamentais para o fortalecimento do ecossistema económico e para a expansão dos serviços financeiros digitais no país.

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