Produzir informação credível e sustentavel é o novo paradoxo para os Media

O Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, alertou, nesta quinta-feira, 14 de Maio, que a produção da informação credível e sustentável é o novo paradoxo contemporâneo dos Midea, num ambiente marcado pela fragmentação das audiências, pela hipercompetição digital e pela crescente volatilidade dos fluxos publicitários, em Moçambique.

As declarações foram proferidas pelo ministro, Salim Valá durante a cerimónia de abertura da Conferência Nacional de sustentabilidade dos Media, esta é organizada pelo jornal Evidências.

Segundo o governante, a Comunicação Social é o pilar fundamental da democracia e promotora do Desenvolvimento Económico e Social do País.

A comunicação social ocupa um lugar central nas democracias contemporâneas. É através dela que os cidadãos tomam contacto com os grandes debates nacionais, acompanham a acção pública, exercem o escrutínio social e participam activamente na construção da esfera pública.

“Os media não são apenas transmissores de acontecimentos. São instituições sociais com profundo impacto político, económico, cultural e civilizacional”.

De acordo com Ministro, os Media influenciam percepções da população, ajudam a moldar consensos, expõem contradições, denunciam desvios, aproximam comunidades e contribuem para a formação da consciência colectiva.

Ele acredita que o debate sobre “Economia e Sustentabilidade dos Media” remete ao público à necessidade de repensar os modelos tradicionais de financiamento da actividade jornalística.

Durante décadas, os órgãos de comunicação social estruturaram a sua sustentabilidade financeira com base em modelos relativamente estáveis de publicidade, circulação e patrocínio institucional.

“O paradigma foi profundamente alterado pela digitalização da economia, pela ascensão das grandes plataformas tecnológicas globais e pela transformação dos hábitos de consumo de informação”, disse o ministro.

Valá alertou que o principal desafio contemporâneo dos Media  não é apenas produzir informação. Mas é como produzir informação credível e sustentável, num ambiente marcado pela fragmentação das audiências, pela hipercompetição digital e pela crescente volatilidade dos fluxos publicitários.

O ministro levantou uma questão estratégica e fundamental para os órgãos de Comunicação social: quem financia o jornalismo numa economia digital dominada por plataformas transnacionais que capturam a maior parte das receitas publicitárias globais?

Ele avançou que esta é uma discussão central para o futuro da soberania informativa dos países em desenvolvimento.

Explicou igualmente que, os órgãos nacionais de comunicação social se tornam economicamente frágeis, fragiliza-se igualmente a capacidade nacional de produção de narrativas próprias, de promoção da identidade cultural e de defesa do interesse público. A conferência foi organizada, no dia 14 de maio de 2026 na cidade de a Maputo pelo jornal Evidências sob lema: “Discutir a Sustentabilidade dos Órgãos de Comunicação Social é Também Reflectir sobre a Democracia”.


Categoria: Sociedade

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