PR enaltece o contributo do Salim Valá
Por ocasião do lançamento da obra literária do Salim Cripton Valá, do então ministro de Planificação e Desenvolvimento, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, enalteceu na última quinta-feira, 02 de Abril do ano em curso, o contributo do livro com título “Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado”, no combate contra dilemas, desafios e tendências no processo de desenvolvimento do país.

De acordo com chefe do Estado, trata-se de um livro que traz uma contribuição extremamente importante para o processo de desenvolvimento de Moçambique, sobretudo quando se estabelece distinção clara entre crescimento e desenvolvimento. “Ao longo da obra, demonstra de forma inequívoca que, durante os nossos 50 anos de independência, registámos alguns sinais de crescimento; contudo, aquilo em que devemos realmente concentrar-nos é no desenvolvimento, uma vez que nem sempre o crescimento se traduz em desenvolvimento”.O Presidente da República de Moçambique Daniel Francisco Chapo sublinhou a questão da necessidade de se definir adequadamente as políticas públicas que são abordadas no livro, considerado um ponto crucial.”Ao criarmos, pela primeira vez no Gabinete do Presidente da República, um Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, pretendemos precisamente garantir que ideias como as que o professor Salim Valá apresenta no seu livro, bem como aquelas que são debatidas nas academias e noutros fóruns igualmente relevantes possam ser acolhidas pelo Estado moçambicano, devidamente amadurecidas e, sobretudo, implementadas”.Na ocasião do lançamento do livro, o Estadista moçambicano destacou o diálogo nacional inclusivo como um ponto fundamental para que os moçambicanos pudessem começar a dialogar a fim de promover e mudanças de desenvolvimento e diálogo que envolve todas as camadas sociais.”O diálogo que envolve todos os cidadãos de todos os estratos sociais, representantes de todos os partidos políticos, a sociedade civil, o sector público e o sector privado, bem como as lideranças comunitárias locais, religiosas e tradicionais. É igualmente essencial garantir a participação da juventude e das mulheres neste processo”.A mudança que se pretende alcançar é o desenvolvimento. Um desenvolvimento inclusivo e sustentável, pensado para as futuras gerações.Daniel Francisco Chapo explica que o Estado moçambicano tem vindo a tomar decisões arrojadas, conscientes de que, no imediato, poderão não ser plenamente compreendidas.”Com efeito, sempre que se introduzem reformas orientadas para a mudança, é natural que surjam incompreensões. No entanto, temos a firme convicção de que, com o tempo, à medida que estas decisões e reformas comecem a produzir resultados, porque a produção de resultados é um processo que exige tempo, todos poderão reconhecer o seu impacto positivo”.O Presidente da República de Moçambique acredita que cada moçambicano virá a compreender o alcance destas reformas, que têm origem em debates tão relevantes como este.

