AMOFIP quer reflexão nacional sobre desenvolvimento
O presidente da Associação Moçambicana de Filosofia Política (AMOFIP), Azevedo Jacinto Witinesse, defendeu a necessidade de uma mudança de mentalidade e do envolvimento colectivo da sociedade moçambicana como condição essencial para o alcance da independência económica do país, durante a realização da I Conferência Internacional de Filosofia Política.
Falando à margem do evento, Witinesse explicou que a conferência surge num contexto marcado pelas celebrações dos 51 anos da independência nacional e do Dia de África, assinalado a 25 de Maio, factores que, segundo afirmou, impõem uma reflexão profunda sobre os caminhos para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
O responsável afirmou que a iniciativa procura reunir investigadores, académicos e diferentes actores sociais para debater o papel da filosofia política, da ciência, da técnica, da inovação, da mulher e da juventude na construção do bem-estar colectivo e da independência económica nacional.
De acordo com Witinesse, o principal objectivo da conferência é questionar quais são as condições e os factores necessários para que Moçambique alcance o desenvolvimento e melhore as condições de vida da população. Sublinhou que todos os temas abordados convergem para a necessidade de união entre os moçambicanos, defendendo um esforço conjunto para transformar o potencial do país em resultados concretos.
O presidente da AMOFIP explicou que a concepção da conferência teve como base a constatação de vários desafios identificados em instrumentos internacionais e nacionais, como a Agenda 2030 das Nações Unidas, a Agenda 2063 da União Africana e o Plano Quinquenal do Governo. Segundo referiu, esses documentos apontam para problemas relacionados com a fome, agricultura, desenvolvimento social e económico, exigindo respostas urgentes e coordenadas.
Para Witinesse, a conquista da independência económica passa, antes de mais, por uma “operação mental”, assente na transformação da mentalidade dos cidadãos. Acrescentou que o debate académico e científico promovido pela conferência pretende justamente criar um espaço de reflexão colectiva, onde diferentes especialistas possam apresentar perspectivas e soluções para os desafios do país.
O dirigente considerou ainda que a independência económica não será alcançada apenas com uma única conferência, razão pela qual defende a continuidade de encontros científicos, seminários e debates em diferentes pontos do país, incluindo províncias, distritos e postos administrativos.
Conclui que, a estratégia visa mobilizar todos os sectores da sociedade, incluindo políticos, estudantes, professores, camponeses, operários e organizações da sociedade civil, para participarem activamente na construção do desenvolvimento nacional.

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