GOVERNO LANÇA OBRAS DE EMERGÊNCIA PARA REABILITAR DIQUES E BARRAGENS

O Governo lançou o cumprimento das obras de emergência para a reabilitação de diques e barragens nas bacias hidrográficas do Limpopo, Incomáti e Búzi, na passada quinta-feira, 02 de julho 2026, em Xai-Xai, Gaza, numa iniciativa destinada a reforçar a protecção das populações e das infra-estruturas afectadas pela época chuvosa e ciclónica 2025/2026, que atingiu mais de 900 mil pessoas.

Segundo um comunicado partilhado pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, a intervenção assinala a transição da fase de resposta imediata para uma etapa de reconstrução resiliente, depois de as chuvas e ciclones terem provocado danos em habitações, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água, áreas agrícolas e outras infra-estruturas sociais e económicas.

Na cerimónia de lançamento, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, afirmou que o Executivo está empenhado na reposição de infra-estruturas críticas, no restabelecimento dos serviços essenciais e na devolução da segurança às famílias afectadas, em conformidade com a orientação do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, de reconstruir melhor e evitar que as mesmas infra-estruturas voltem a ser destruídas por chuvas e inundações.

As obras são financiadas pelo Banco Mundial, através do Mecanismo de Resposta a Emergências Contingentes (CERC), e abrangem os diques de Xai-Xai, no Baixo Limpopo, do Incomáti, incluindo a Ilha Josina Machel, e do Búzi, na província de Sofala, bem como intervenções nas barragens de Massingir e Macarretane.

Concluídas as intervenções, prevê-se que sejam protegidas cerca de 150 mil pessoas e 20 mil hectares no Baixo Limpopo, 100 mil pessoas e 10 mil hectares no Incomáti, 180 mil pessoas e 30 mil hectares no Búzi, além de aproximadamente 500 mil pessoas e 60 mil hectares nas zonas de influência das barragens de Massingir e Macarretane.

Na ocasião, Fernando Rafael apelou às comunidades para preservarem os diques, denunciarem cortes ilegais e evitarem a ocupação de zonas de risco, sublinhando que estas infra-estruturas representam um elemento essencial para a protecção das populações. Com a execução das obras, o Governo espera reduzir o risco de novas inundações, proteger áreas agrícolas, reforçar a segurança das famílias, preservar infra-estruturas públicas e aumentar a resiliência das comunidades face aos eventos climáticos extremos.


Categoria: Sociedade

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