Maputo e Matola Acolhem “Sementes de Liberdade”
O intercâmbio cultural entre as duas margens do Atlântico ganha um novo e vigoroso capítulo esta semana. O Instituto Guimarães Rosa (IGR) – Maputo serve de palco para o lançamento do projeto “Sementes de Liberdade – Álbum de Memórias Vividas”, uma iniciativa de arte-educação que promete semear novas narrativas identitárias junto das crianças moçambicanas. Promovido pelo coletivo ÁFRICA UNIDA, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) e a Flotar, o projeto cumpre uma itinerância internacional que, entre os dias 03 e 08 de março, escalará as cidades de Maputo, Matola e o distrito municipal da Katembe.

A proposta não se limita ao entretenimento; trata-se de uma imersão profunda em vivências educativas afro-centradas. Através de metodologias comunitárias, o projeto busca a construção coletiva de memórias e o fortalecimento do sentido de liberdade. No centro da ação estão as crianças de escolas comunitárias locais, que serão as protagonistas na criação de um “álbum de memórias” que espelha a sua própria realidade.
“Este projeto parte do reconhecimento da diversidade cultural como o nosso maior ativo, unindo a experiência pedagógica baiana ao pulsar vibrante das comunidades moçambicanas,” refere a organização.

Roteiro da Fraternidade
A circulação do projeto foi desenhada para tocar diferentes contextos sociais:
- Maputo & Katembe: Oficinas de criação e partilha de saberes no Instituto Guimarães Rosa e escolas parceiras.
- Matola: Vivências comunitárias focadas na oralidade e no resgate de narrativas ancestrais.
Ao envolver instituições de prestígio como o IGR e o setor cultural baiano, o “Sementes de Liberdade” reforça os laços históricos que unem Moçambique e o Brasil, utilizando a arte como ferramenta de emancipação intelectual para a “geração do amanhã”.
