Smartphonezação é chave para inclusão social

defendem colaboradores da ESGCS-CBS

A massificação do uso do smartphone é hoje considerada uma condição essencial para a inclusão social, a participação cívica e a construção de cidades inteligentes, defendem colaboradores da Escola Superior de Gestão Corporativa e Social (ESGCS-CBS). Nas suas intervenções, sublinharam a smartphonezação como motor de desenvolvimento urbano, comunitário e administrativo.

Elton Enrique, colaborador da ESGCS-CBS, afirmou que, apesar dos avanços tecnológicos a nível global, o contexto local ainda não permite um acesso pleno à smartphonezação, o que limita a participação efectiva dos cidadãos na vida económica, social e institucional. Segundo ele, durante muito tempo o smartphone foi encarado como um luxo, mas hoje é uma ferramenta essencial de comunicação e inclusão social, aproximando os cidadãos das cidades e das instituições. Plataformas como Facebook, WhatsApp, Gmail e motores de busca tornaram-se instrumentos quotidianos de ligação entre comunidades, enquanto serviços digitais permitem acesso a pagamentos electrónicos, transferências financeiras, recargas, bibliotecas digitais e conteúdos educativos.

Para Elton Enrique, a conectividade proporcionada pelos smartphones gera conhecimento determinante para a inclusão urbana e para a inovação nas comunidades, defendendo que investir na conectividade é investir directamente no desenvolvimento humano e social. O colaborador apelou às entidades com poder de decisão para apoiar, orientar e instruir as comunidades na adopção plena da smartphonezação, permitindo a concretização de cidades mais inteligentes, inclusivas e felizes.

A transformação digital do Estado moçambicano foi outro tema abordado. Orlando Madjila destacou que este processo exige não apenas infraestruturas modernas, mas sobretudo investimento na educação dos quadros da Administração Pública. “O país vive hoje um novo paradigma administrativo, baseado na deslocalização e no uso intensivo do smartphone como ferramenta central de governação”, afirmou.

Madjila explicou que a Administração Pública evoluiu de um modelo centralizado para dinâmicas de descentralização e desconcentração, mas que o desafio actual é levar os serviços públicos até ao cidadão, independentemente da sua localização. Esta transformação, sublinhou, depende da capacitação humana, pois a introdução de tecnologia só é eficaz se os agentes públicos estiverem preparados para compreender, aplicar e gerir os novos instrumentos digitais.

Neste âmbito, a ESGCS-CBS propôs a criação de uma plataforma digital aberta para modernizar a Administração Pública, apresentada por Helder Nhabanga. A iniciativa visa permitir que os profissionais públicos usem smartphones como instrumento central na implementação de novas práticas tecnológicas, garantindo a integração desta tecnologia em todo o país. “Queremos que os profissionais públicos aprendam e apliquem esta nova dinâmica, promovendo interatividade, partilha de conhecimento e soluções práticas para os serviços públicos”, afirmou Nhabanga.

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Categoria: Tecnologia

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