Gueta Chapo defende registo e organização das empregadas domésticas

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, defendeu no dia 11 de Janeiro de 2026 último, na cidade de Maputo, o registo e a organização das empregadas domésticas como condição primordial para o acesso a apoios sociais e para melhoria das suas condições de vida e de trabalho.
A primeira-dama sublinhou a necessidade de uma actuação coordenada entre o Estado, o Sindicato e os próprios trabalhadores do sector.
A intervenção foi feita durante o encontro com empregadas domésticas, numa sessão de auscultação destinada a ouvir preocupações, desafios e propostas deste grupo profissional, a Primeira-Dama destacou que o registo é o primeiro passo para garantir um apoio efectivo.
“Temos trabalhadores domésticos em todas as províncias e distritos. Então, precisam estar registados. Esse é o primeiro passo para sabermos a quem realmente estamos a apoiar”, afirmou.
Gueta Chapo apelou à organização sindical como instrumento de representação e protecção laboral, sublinhando o papel do Sindicato Nacional das Empregadas Domésticas (SINED) na identificação dos trabalhadores do sector.
“Se estão organizadas, tem vossos nomes lá no sindicato, terão esse apoio. Tem também um desafio para o Sindicato, para começar a trabalhar desde já, a nível nacional, registando os trabalhadores domésticos, saber realmente se as pessoas são ou não são, para se beneficiarem do apoio”, disse.
A Primeira-Dama manifestou igualmente preocupação com a situação social das empregadas domésticas, em particular no que se refere à educação dos filhos, reconhecendo as limitações salariais existentes.
“Que nenhuma empregada doméstica, nenhuma cuidadora ou cuidador do lar estejam a sofrer porque não têm condições para fazer estudar o seu filho. Nós reconhecemos que o salário não é suficiente, os patrões gostariam de pagar melhor. Tudo depende da boa negociação entre o patrão e o seu funcionário”, sublinhou.
Durante a auscultação, Gueta Chapo reagiu também às reclamações relacionadas com o Dia da Mulher Moçambicana, assinalado a 7 de Abril, anunciando iniciativas em curso para valorizar as cuidadoras do lar.
“Ouvi aqui as mulheres a reclamarem que no dia 07 de Abril, o Dia da Mulher Moçambicana não têm tido presente. Nós, como Gabinete da Primeira-Dama, também estamos a trabalhar com os nossos parceiros que fabricam capulanas, para oferecermos capulanas a todas as mulheres cuidadoras de lar, incluindo o homem porque tem esposa”, afirmou.
A esposa do Presidente da República destacou a presença da Ministra do Trabalho, Género e Acção Social no encontro como um sinal de abertura institucional ao diálogo directo com o sector, explicando que a governante foi convidada a ouvir, em primeira mão, as preocupações das empregadas domésticas e a trabalhar em conjunto para a obtenção de resultados favoráveis.
Outrossim, reafirmou que a acção do Gabinete da Primeira-Dama assenta numa lógica de proximidade com os cidadãos, mas sublinhou que o sucesso das iniciativas depende da união e organização dos trabalhadores. “Esta é a nossa forma de trabalhar, trabalhar com o povo, estar com o povo e conviver com o povo. Mas tudo depende da vossa união”, frisou.
Nesse sentido, esclareceu que a implementação dos apoios será feita de forma estruturada, através do Sindicato. “Nós, como Gabinete, não vamos passar de casa em casa a entregar as bolsas ou capulanas, mas tem aqui um Sindicato que vai coordenar a todas, não somente
as que estão aqui, mas em todo o país”, explicou.
A Primeira-Dama reiterou, por fim, o compromisso do seu Gabinete em apoiar as empregadas domésticas e os seus filhos, reconhecendo o papel central que desempenham na sociedade.
“Nós estamos preparados para apoiar e trabalhar com todas as mulheres e todos os homens, e vamos apoiar os vossos filhos, porque vocês cuidam dos nossos filhos, cuidam das nossas casas. É assim como nós trabalhamos”, concluiu.
O encontro insere-se nos esforços de promoção do diálogo inclusivo e de reforço da protecção social e laboral das empregadas domésticas, reconhecendo o seu contributo para o bem-estar das
famílias e para o desenvolvimento da sociedade.
A auscultação decorreu em coordenação com o SINED e permitiu identificar, entre outros desafios, problemas ligados à mediação laboral, visando recolher subsídios para a melhoria das condições de trabalho, da dignidade profissional e do enquadramento institucional
da actividade.
