Tradição, Inovação enquanto olhar do Ourives na Ilha do Ibo

Na Ilha do Ibo, em Moçambique, a produção de uma Filigrana de Unidade Curricular (FUC) evidencia os desafios das competências digitais enfrentados por artesãos locais. Um ourives, cuja identidade se mantém preservada, procura integrar saberes tradicionais na era da smartphoneglobalização, confrontando-se com a necessidade de recorrer a ferramentas digitais para documentar, partilhar e submeter trabalhos académicos.

“A tradição da filigrana ensina paciência e precisão, mas o digital exige rapidez e adaptabilidade”, afirma, sublinhando a desconexão entre o conhecimento local e as expectativas contemporâneas de conectividade global. A iniciativa insere-se no âmbito da Cátedra 4G, 5G, CBS | ESGCS e Sustentabilidade, e levanta questões sobre deslocalização, smartphonezação e a necessidade de repensar a educação técnica e académica em contextos remotos.

Para Lourenço Dias da Silva, director-geral da ESGCS, o projecto é um exemplo concreto da urgência em reforçar competências digitais em contextos culturais e geográficos diversos. “A literacia digital não é apenas uma ferramenta académica; é um elemento central para a inclusão social e para a preservação de património cultural. Projectos como este demonstram que tradição e inovação podem convergir, desde que haja apoio e formação adequados”, afirma.

Especialistas em educação e tecnologia destacam que iniciativas desta natureza são essenciais para reduzir a disparidade digital e promover simultaneamente a valorização do património artesanal. A experiência do ourives da Ilha do Ibo simboliza a convergência entre tradição e inovação, sublinhando a necessidade de criar pontes entre saberes ancestrais e competências digitais modernas.

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Categoria: Sociedade

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