CDM injecta 2 milhões nos Mambas
A Cervejas de Moçambique (CDM) formalizou esta quarta-feira, 26 de Novembro de 2025, na sua fábrica de Maputo, a entrega de 2 milhões de meticais à Federação Moçambicana de Futebol (FMF), destinados à preparação da Selecção Nacional para o Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025. O acto marcou o reforço da parceria entre a maior cervejeira do país e os Mambas, numa cerimónia que contou com a presença de dirigentes das duas instituições e de vários órgãos de comunicação social.


Bruno Tembe, administrador executivo da CDM, abriu a cerimónia sublinhando que a empresa decidiu apoiar a selecção por considerar os Mambas “uma marca nacional que representa Moçambique” e que gera momentos de união entre os cidadãos. Recordou que a 2M, uma das principais marcas da empresa, “extravasa o sector da cerveja” e pretende manter-se como um símbolo nacional associado ao desporto e ao espírito de celebração. Tembe destacou ainda que o apoio financeiro é acompanhado de iniciativas que promovem mobilização social em torno da selecção, reforçando o sentimento de pertença dos adeptos.
Em representação da FMF, Jorge Bambo, vice-presidente para a área de Administração e Finanças, agradeceu o investimento, afirmando que os 2 milhões de meticais representam “um voto de confiança no potencial dos atletas” e na capacidade técnica dos Mambas. Bambo enalteceu o papel da CDM num momento em que o desporto nacional enfrenta dificuldades financeiras e operacionais, salientando que o apoio vai permitir melhorar condições de trabalho, formação, saúde e preparação competitiva da selecção. O dirigente reafirmou ainda que a meta continua a ser alcançar os 45 milhões de meticais necessários para a campanha, meta que até agora conta apenas com contribuições da CDM e dos Caminhos de Ferro de Moçambique.


Questionado pela imprensa sobre apoios adicionais, Bambo garantiu que a Federação mantém contactos permanentes com o Governo, que, segundo disse, “tem a obrigação de apoiar a selecção nacional”. Contudo, frisou que ainda não foram avançados valores concretos, embora haja expectativas de que o Executivo venha a pronunciar-se “a qualquer momento”.
No mesmo encontro, a CDM foi também instada a pronunciar-se sobre a possibilidade de um patrocínio permanente ao futebol moçambicano. Bruno Tembe afirmou que esse é “um bom desafio”, mas lembrou que o patrocínio “não é caridade”, sublinhando que as marcas investem quando existe retorno e visibilidade. O administrador reiterou que a empresa continuará a apoiar iniciativas que promovam grandes aglomerações de adeptos e experiências de marca, acrescentando que está em estudo a criação de condições para consumo controlado de cerveja nos recintos desportivos, de acordo com a nova legislação.


Sobre o apoio ao Moçambola, Tembe esclareceu que a intervenção anterior da CDM foi “uma acção de emergência” para garantir o pagamento de passagens aéreas e evitar a interrupção do campeonato. Afirmou que a empresa continua disponível para colaborar, desde que exista um plano estruturado que permita ativações de marca e envolvimento seguro dos adeptos.
Em resposta a questões sobre alternativas de financiamento, a FMF confirmou que continua a trabalhar no projecto de criação de uma loja oficial dos Mambas, para venda de equipamentos e outros materiais, reconhecendo que a comercialização de camisolas poderia representar um contributo importante para a sustentabilidade da selecção.
O evento terminou com a assinatura do memorando de entendimento, entrega de uma medalha simbólica da marca 2M ao vice-presidente da FMF e uma sessão de perguntas e respostas, seguindo-se um momento de convívio entre representantes das instituições e membros da imprensa.

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