Triland 2026: Moçambique, Eswatini e Mpumalanga Reforçam Aliança no “Destino Único”
O corredor Sul-Sul ganhou um novo fôlego entre os dias 17 e 19 de Março, com o Reino de Eswatini a acolher a primeira etapa do Triland 2026. Sob o lema “Três Nações, Um Único Destino”, a iniciativa busca integrar o Sol e Praia moçambicano, a cultura ancestral de Eswatini e a natureza selvagem de Mpumalanga num pacote turístico imbatível.
No centro das operações, o emblemático Nkonyeni Lodge & Golf Estate serviu de palco para alinhar estratégias. A delegação moçambicana, liderada pelo Director Geral do Instituto Nacional de Turismo (INATUR), Richard Baulene, marcou uma presença vibrante, levando consigo não apenas operadores, mas a alma da hospitalidade nacional.
Em conversa exclusiva , Richard Baulene fez o balanço desta etapa e projectou o futuro de um turismo que se quer cada vez mais integrado e forte.
A delegação moçambicana, capitaneada pelo Director Geral do Instituto Nacional de Turismo (INATUR), Richard Baulene, marcou uma presença vibrante, projectando a imagem de um país aberto ao investimento e ávido por parcerias transfronteiriças.




“Balanço extremamente positivo”, afirma Richard Baulene




Em exclusivo à nossa reportagem, o Director Geral do INATUR não escondeu o entusiasmo com os resultados alcançados em solo Swazi. Segundo o dirigente, Moçambique não foi apenas para mostrar as suas potencialidades, mas também para absorver boas práticas regionais.
“O balanço é extremamente positivo. Moçambique apresentou-se com uma delegação de peso. Viemos partilhar o que de melhor o nosso país dispõe: o Sol e Praia, que são o nosso cartão-de-visita, mas também viemos aprender”, destacou Baulene.
O director sublinhou ainda o potencial revelado pelos parceiros sul-africanos nesta etapa: “Fomos surpreendidos pelos parceiros de Mpumalanga, que mostraram um potencial enorme para o turismo de natureza e aventura. Saímos daqui encorajados.”
O fascínio pelas águas mornas do Índico




Questionado sobre o renovado interesse dos vizinhos regionais pelo “Destino Moçambique”, Richard Baulene apontou as vantagens competitivas naturais que colocam o país numa posição privilegiada no mercado da África Austral.
“Oferecemos o que eles mais procuram: águas mornas. A África do Sul tem o Atlântico, mas as águas são frias. As nossas ondas e a temperatura são propícias para o mergulho, o surf e o safari oceânico durante todo o ano”, explicou, sem esquecer a gastronomia de referência e a “hospitalidade ímpar” do povo moçambicano.
Foco no PIB e na comercialização

Para o INATUR, o desafio agora é converter o entusiasmo diplomático em divisas para o cofre do Estado. O objectivo estratégico é que o turismo aumente, gradualmente, o seu peso no Produto Interno Bruto (PIB) nacional através de negócios directos entre operadores.“Queremos que os nossos operadores aproveitem estes encontros para vender pacotes promocionais directamente aos nossos ‘irmãos’ de Eswatini e Mpumalanga”, instou Baulene, reforçando a necessidade de robustez no alojamento, restauração e transporte turístico
