Reinildo Mandava anuncia despedida da Selecção Nacional


O internacional moçambicano Reinildo Mandava anunciou, através da sua página oficial no Facebook, a sua despedida da Seleção Nacional de Moçambique, encerrando um ciclo de mais de uma década ao serviço da camisola da “Mambas”. Aos 31 anos, prestes a completar 32, o lateral esquerdo explicou que a decisão se deve a uma lesão grave que sofreu, tornando difícil conciliar os compromissos do clube e da Seleção.
Em mensagem publicada na rede social, Mandava sublinha que a sua carreira na Seleção começou ainda jovem, carregando a bandeira do país com orgulho e dedicação. “Sinto que é chegada a hora de fechar este ciclo tão bonito e tão marcante da minha vida”, escreveu, destacando que esta decisão é motivada pelo respeito à equipa e ao seu corpo, e não pelo cansaço.


O jogador recordou ainda os momentos vividos ao longo da sua carreira, entre alegrias e desafios pessoais, incluindo a perda da mãe, o casamento e a paternidade de três filhos. “Tudo o que conquistei devo também à minha família, porque são o meu maior motivo para continuar a lutar e a inspirar”, afirmou.
Reinildo Mandava traçou também o percurso da sua carreira profissional, começando em Moçambique, pelo Ferroviário da Beira e pela Liga Desportiva de Maputo, antes de embarcar para a Europa, onde representou clubes como Benfica B, AD Fafe, SC Covilhã, Belenenses SAD, LOSC Lille e Atlético de Madrid. Em França, destacou-se como campeão da Ligue 1 e vencedor do Trophée des Champions, sendo eleito o melhor lateral esquerdo do país. Atualmente, joga na Premier League inglesa ao serviço do Sunderland AFC, clube pelo qual realiza outro sonho pessoal.



O jogador reforçou que, apesar da lesão e do desgaste físico e emocional decorrente das longas viagens e fusos horários, procurou sempre dar o seu melhor à Seleção. A sua despedida foi concretizada após o Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, em Marrocos, onde vestiu pela última vez a camisola nacional.



Ao longo da sua carreira, Mandava recebeu diversos reconhecimentos, incluindo a Medalha de Mérito Desportivo, mas afirmou que o que mais valoriza são as memórias, o hino nacional, os sorrisos dos adeptos, os momentos no balneário e a ligação com colegas, treinadores e dirigentes.

“Saio com o coração cheio e com a cabeça erguida. Orgulhoso do que vivi, do que conquistei e do que representei”, concluiu Mandava, prometendo continuar a apoiar a Seleção Nacional, agora como adepto e pai.

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