PM lança conta satélite da economia azul

A primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, lançou na terça-feira, 11 de Novembro de 2025 na cidade de Maputo, a conta satélite da economia azul do país, uma ferramenta estatística que permitirá medir de forma precisa o contributo das actividades ligadas ao mar e às águas interiores para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A cerimónia, que contou com a presença de representantes do sector público e privado, incluindo do Banco Mundial, assinala um marco importante para a divulgação de informação fiável, acessível e transparente sobre a economia azul.

Em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, Levi destacou que a operacionalização da conta satélite irá reforçar a capacidade do Governo para formular políticas e implementar acções mais eficazes em áreas como desenvolvimento económico, igualdade social e preservação ambiental. “O exercício que agora testemunhamos deve servir de inspiração para outros sectores vitais da nossa economia, permitindo que qualquer cidadão, em qualquer ponto do país ou do mundo, possa avaliar o seu contributo para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

Moçambique possui cerca de 600 mil quilómetros quadrados de águas marítimas e interiores, onde se praticam actividades socioeconómicas como pesca, aquicultura, produção hidroeléctrica de energias renováveis, exploração de hidrocarbonetos, lazer, desporto, cultura e turismo. Entre 2019 e 2023, estas actividades representaram aproximadamente 11% do PIB nacional, reforçando a importância estratégica da economia azul para o desenvolvimento sustentável do país e a geração de emprego e rendimento para milhões de moçambicanos.

Os sectores que contribuíram para a criação da conta satélite incluem a pesca e aquicultura, hidrocarbonetos, energia hidroeléctrica e turismo costeiro e marítimo, representando mais de dois terços do contributo da economia azul para o PIB. Para garantir o sucesso da iniciativa, Levi sublinhou a necessidade de colaboração activa de actores públicos e privados, com destaque para o Instituto Nacional de Estatística (INE), ministérios sectoriais, empresas, associações empresariais, cooperativas e universidades, que deverão fornecer dados sistemáticos, padronizados e de qualidade sobre produção, investimento, emprego e comércio.

A primeira-ministra reforçou que os dados recolhidos pela conta satélite servirão como instrumento de planificação e mobilização de investimento público e privado, visando maximizar o uso sustentável dos recursos oceânicos e lacustres e acelerar o crescimento económico de Moçambique.

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Categoria: Economia

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