Nosso foco é formar atletas para o mercado
-diz Jorge Barros, representante da Madrid Campus Experience em África
Trabalhar com foco e determinação na formação de jogadores para o mercado são palavras-chave da Real Madrid Campus Experience que pretende criar oportunidades desportivas nas camadas de formação para os jovens a nível de África. A Academia da Madrid Soccer Campus reabriu as actividades em Moçambique no início de 2020 na mesma altura que abriu no Senegal. Hoje para além destes dois países, está instalada também em Marrocos, Camarões, África do Sul, Costa de Marfim e Gana, perfazendo um total de sete a nível continental e o desejo é de expandir para outros cantos do continente, até porque já estão a ser solicitados para o efeito.
Segundo o representante da Campus Experience em África, Jorge Barros, a ideia é revolucionar o desporto africano no campo da formação e dar oportunidade de os jogadores brilharem não só a nível local, mas atravessar fronteiras para os clubes europeus e mostrarem o seu valor no mundo do desporto.
Para garantir a qualidade dos formandos, Barros diz que estão criadas condições mínimas de trabalho para que os atletas se sintam confortáveis e possam evoluir e desenvolver as suas habilidades desportivas.
“Nós não treinamos em campos planos. Pagamos para que o atleta tenha o mínimo de condições recomendáveis. Tentamos dar ao atleta o melhor que temos”, acrescentou.
Referiu que em Moçambique, são cerca de 10 jogadores da Academia que estão no exterior em actividades da base de formação e internamente existem parcerias com alguns clubes, como é o caso da Associação Black Bulls para permitir a rodagem dos atletas.
“Temos parceria com o Black Bulls que tem-nos dado o devido apoio. Com essa ajuda podemos colocar os jovens a rodar, o que constitui grande vantagem, pois reconhecemos que é um grande clube em Moçambique”, disse.
Para além da relação com os clubes nacionais, Barros manifestou o interesse de firmar relações de amizade e criar intercâmbios com às várias academias a actuar em Moçambique para momentos de partilha de experiência.
Para além do futebol, que foi a modalidade de entrada, Barros diz que a Campus Experience trabalha com outras modalidades como por exemplo, o basquetebol que já tem em manga um projecto para viabilizar o desejo, pois acredita que existem em África, um grande potencial da modalidade e Moçambique não é uma ilha.
Outra modalidade de destaque de acordo com Jorge Barros, é o ténis, um desporto de grande potencial em Camarões. “Trabalhamos também com o ténis. A ideia é termos uma oportunidade em camarões, pois há vários talentos lá”, referiu.
Um dos principais sonhos da Campus Experience, diz Barros, é de expandir as Academias para outros países africanos, aqueles que estão na linha da frente a apoiar o futebol, desde que não estejam em conflito, pois a paz é condição primordial para a prática do desporto.
“Estamos a ser convidados. Não somos nós a ir ter com esses países e isso me motiva. Quer dizer que a informação circula de Moçambique para lá porque já estão a notar o impacto deste projecto”, referiu.
Barros vincou a necessidade de os clubes investirem na formação, pois permite que sejam rentáveis com a venda de jogadores. “Investir na formação dá frutos. Não só vai alimentar a formação, mas também vai dar sustentabilidade aos clubes”, disse.
Para a sustentabilidade da formação, acrescenta Barros, a Academia da Madrid Campus Experience, contribui com 70% do patrocínio, destinado para os jovens carentes, aqueles que não têm condições para pagar e os restantes 30% provêm de outros patrocinadores comprometidos com a causa.

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