MAAP e PMA reforçam parceria para projecto pós-cheias

O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, recebeu, em audiência, na última quarta-feira, 11 de Fevereiro do ano em curso, em Maputo, a representante residente e directora nacional do Programa Mundial de Alimentação (PMA) em Moçambique, Claire Conan, tendo destacado a solidez da cooperação entre o Governo e aquela agência das Nações Unidas, sobretudo no actual contexto de recuperação pós-cheias.

Durante o encontro, o Ministro expressou apreço pelo apoio prestado pelo PMA na resposta às inundações de Janeiro de 2026, que afectaram 652.188 pessoas em todo o País. As cheias provocaram a inundação de 285.720 hectares, dos quais 214.147 hectares correspondem a área agrícola perdida, além do arrastamento de 325.578 animais, com destaque para gado bovino, caprino e suíno.

O governante sublinhou que o PMA implementa diversos programas focados na segurança alimentar, nutrição e resiliência, incluindo resposta a emergências, alimentação escolar e apoio aos meios de subsistência.

Em Moçambique, a organização apoia, dentre várias iniciativas, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PRONAE), contribuindo para reduzir a insegurança alimentar e o abandono escolar entre crianças vulneráveis, bem como para reforçar os sistemas de aviso prévio à seca, particularmente nas províncias de Gaza e Tete.No quadro do reforço estrutural da segurança alimentar, o MAAP, com o apoio do PMA, FAO e FIDA, está a preparar o estabelecimento de um Programa Nacional de Compras Locais e de uma Estratégia de Reserva Alimentar.

A iniciativa visa promover a aquisição de alimentos produzidos por pequenos agricultores para programas sociais, hospitais e respostas a emergências, impulsionando a produção nacional e dinamizando as economias locais.

As partes analisaram igualmente o Plano Nacional de Reconstrução Pós-Cheias 2026, actualmente em elaboração, que pretende assegurar uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável, com enfoque na restauração dos meios de subsistência, recuperação da capacidade produtiva, redução de riscos em zonas críticas e reforço dos sistemas de aviso prévio.

O MAAP reitera a disponibilidade de continuar a trabalhar estreitamente com o PMA, enfrentando desafios como a resiliência às mudanças climáticas, o combate aos crimes ambientais e a recuperação das infra-estruturas e da produção agrícola, com vista ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional no País.

