IFPELAC assinala 9º aniversário

O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) celebrou na segunda-feira, 3 de Novembro de 2025, o nono aniversário da sua criação com uma palestra dedicada à vida e obra do seu patrono, Alberto Francisco Cassimo. A iniciativa inseriu-se nas comemorações do Dia 1 de Novembro, data em que foi criado o IFPELAC pelo Decreto n.º 47/2016, que fundiu a área de Formação Profissional com a antiga Escola de Estudos Laborais.

O evento, realizado na cidade de Maputo, reuniu formadores, formandos, quadros dos Serviços Centrais e da Delegação Provincial, num momento de reflexão sobre a génese da instituição e o legado do seu patrono. O IFPELAC, tutelado pelo Ministério da Juventude e Desporto, tem como missão promover a formação técnica e profissional, pesquisar o mercado laboral e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do país.

Durante a palestra, o académico Victorino Banze destacou o papel de Alberto Cassimo na história económica e laboral de Moçambique. Recordou que Cassimo, natural de Quelimane e formado em Finanças pela Universidade de Moscovo Lomonosov, foi membro da comissão que transformou o Banco Ultramarino em Banco de Moçambique, em 1975, tornando-se o primeiro governador da instituição após a independência. Em 1978, foi nomeado Ministro do Trabalho, cargo no qual fundou a Escola de Estudos Laborais, precursora do actual IFPELAC. Cassimo desempenhou estas funções até 1981, ano da sua morte, sendo igualmente membro honorário da Organização Nacional de Jornalistas.

Na ocasião, o Director-Geral do IFPELAC, Agostinho Cosme, enalteceu o simbolismo da data e destacou a importância de os formandos conhecerem as origens da instituição que hoje frequentam. “Estamos a celebrar nove anos de existência com este nome e esta estrutura. É um orgulho saber que estamos presentes em todas as províncias e que seguimos exemplos de países como Angola e Brasil, onde a formação profissional é essencial para preparar jovens para o mercado de trabalho e para a indústria”, afirmou.

Cosme sublinhou ainda que a formação profissional, para além de ser um motor do desenvolvimento nacional, constitui um instrumento de empoderamento individual. “O ‘saber fazer’ permite que o jovem não dependa apenas do emprego, mas que seja capaz de criar o seu próprio posto de trabalho, contribuindo para uma economia mais produtiva e inclusiva”, destacou.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Categoria: Sociedade

Parceiros e Clientes