Governo e Banco Mundial reforçam parceria financeira para quinquênio 2026/2031

O Presidente da Republica, Daniel Francisco Chapo, recebeu na última segunda-feira, 23 de Fevereiro do ano em curso, o diretor da Divisão do Grupo Banco Mundial em Mocambique, Fily Sissoko, o encontro que marcou o lançamento oficial do novo quadro de parceria entre Mocambique e aquela instituição financeira para o periodo de 2026 a 2031.

O encontro foi sustentado por um amplo portfólio de financiamento público e privado destinado a impulsionar o crescimento económico, a criação de empregos e a consolidação macro fiscal do país.

A ministra das Finanças, Carla Fernandes Louveira, explicou que o encontro insere-se no reforço da cooperacao entre o Governo e o Banco Mundial.Segundo a governante, o novo quadro de parceria, recentemente aprovado pelo Conselho do Banco Mundial que define os projetos a serem desenvolvidos entre 2026 e 2031, com um portfólio de investimento público avaliado em cerca de seis mil milhões de dólares.

“Destacamos que este encontro lançou de forma oficial o programa de parceria com Mocambique, que foi recentemente aprovado pelo borde do Banco Mundial e que defende de forma explicita o quadro de projetos que o nosso pais passara a desenvolver no periodo de 2026 ate 2031 assente num portfolio de cerca de seis bilhões de dólares”, destacou a ministra.

Carla Louveira acrescentou que, para além do financiamento público, o novo quadro de parceria com o Banco Mundial prevê contribuir para mobilizar mais quatro mil milhões de dólares para o sector privado, através das suas agências especializadas.

“Referir que paralelamente a este portfólio de seis bilhões de dólares que esta destinado aos projectos de investimento publico, o Banco Mundial também se comprometeu em sede deste quadro de parceria com o pais a adicionar estes quatro bilhões de dólares para financiamento do sector privado atraves das suas agencias que sao nomeadamente o IFC, International Finance Corporation, e a MIGA [Agencia Multilateral de Garantia de Investimentos], que estão dispostos a trabalhar com o sector privado do nosso pais em parte dos projetos já iniciados, por exemplo, a nivel do projecto do Mphanda Nkuwa”.

A governante fez menção ainda da disponibilização de duas linhas adicionais de financiamento, uma de prevenção e resiliência, no valor de 450 milhões de dólares, válida por três anos, e outra de carácter emergencial.

“Ressaltamos que também no âmbito desta parceria destaca-se adicionalmente duas linhas adicionais que o Banco Mundial possui à disposição do nosso pais, que é a linha de prevenção para a resiliência, tanto associada em 450 milhões de dólares […], mas também ressaltamos tanto a linha emergencial, que já foi efetivamente desembolsada, de 20 milhões de dólares”.
Segundo Carla Louveira, estas linhas destinam-se a financiar acções de resposta a emergência em diferentes setores do Estado.

“Esta é uma linha que vai vigorar para os próximos três anos… para financiar as acções de emergencia localizadas no INGD [Instituto Nacional de Gestao de Desastres], mas também nos Ministerios das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos e no Ministerio da Saude, essencialmente para aquisição de alimentos, para aquisição de medicamentos e também para aquisição de produtos sanitários de emergencia”.

Por seu turno, Fily Sissoko explicou que o novo quadro de parceria está centrado na criação de empregos e oportunidades económicas, com foco em sectores estratégicos.

“O primeiro quadro que foi aprovado em Janeiro, e isso e em torno de empregos e oportunidades económicas para os moçambicanos […]: energia, negócio agricola e turismo”.

O responsável do Banco Mundial classificou o encontro como muito positivo e destacou a orientação clara deixada pelo Chefe do Estado, centrada na aceleração da execução dos projetos.

“Então, no geral, foi um encontro excelente, o Presidente deu um guia claro, e acho que uma das suas mensagens-chave foi: execução, execução, execução […].

Então, agora é realmente a hora da execução e da monitorização e da garantia de que o nosso financiamento realmente alcançar os moçambicanos e que realmente melhoramos as vidas”.
