A Voz de Quem Faz: Mark Ndlovu Siyaphula

À margem do evento, conversámos com Mark Ndlovu Siyaphula, CEO da Leisure Tours and Safaris, uma figura veterana no sector que opera desde 2004, de Joanesburgo ao Cairo. Com o olhar posto no futuro, Mark partilhou connosco a sua visão sobre esta plataforma de integração.

“Moçambique é uma das nossas maiores áreas de especialização devido à sua vasta linha de costa. Estar aqui no TriLand permite-nos fortalecer pontes,” afirma o empresário.

Oportunidades e Desafios de Tempo

Embora impressionado com a hospitalidade, Mark não esconde que o apetite por conhecer mais ficou aguçado. “O programa foi intenso, talvez um pouco curto para a imensidão do que Eswatini tem para oferecer. Ficámos a escassos 10 quilómetros de Poponyane Falls, um lugar magnífico que o tempo não nos deixou tocar,” lamentou, sublinhando que a sede de exploração dos operadores é o melhor sinal de que o produto TriLand é apetecível.

A Força das Parcerias Locais

Para Mark, o grande trunfo deste encontro não são apenas as paisagens, mas o networking. Ele defende uma abordagem de autenticidade: “Quando tenho clientes que querem conhecer Moçambique, prefiro que um operador local moçambicano os guie. Eu conheço o país, mas não falo a língua nem sinto a terra como um local. Conhecer estes parceiros aqui vai elevar a qualidade do serviço que prestamos.”

Mpumalanga: A Próxima Paragem

Com o testemunho a passar para a África do Sul, Mark deixa um convite fervoroso aos moçambicanos: “Não hesitem. Mpumalanga está logo ali, depois da fronteira. É um destino de beleza natural estrondosa e a logística é muito mais simples do que viajar para a Cidade do Cabo. É a porta de entrada ideal para quem quer fazer negócios ou turismo na África do Sul.”

Rumo a Inhambane: O Sonho da “Terra de Boa Gente”

O encerramento desta edição já deixou no ar o perfume da próxima etapa. Mark Siyaphula manifestou o seu entusiasmo com a possibilidade de o TriLand escalar para o norte de Moçambique.

“Muitos sul-africanos conhecem apenas Maputo e Xai-Xai. Levar o TriLand até Inhambane será um divisor de águas. Há um desconhecimento sobre o que fica ‘mais acima’, e mostrar Inhambane aos operadores será o maior bónus que o turismo moçambicano pode receber,” concluiu.

A mensagem é clara: o TriLand não é apenas um evento, é a construção de um destino sem fronteiras, onde a hospitalidade é a língua oficial.


Categoria: TRILAND 2026

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