Prolongada concessão de Ressano Garcia
O Governo de Moçambique, através do Ministério dos Transportes e Logística, assinou no dia 7 de Novembro de 2025 o acordo de extensão da concessão do terminal de cargas de Ressano Garcia com a empresa Gestão de Terminais e Serviços Aduaneiros (GTSA), responsável pela operação e controlo fronteiriço naquela infraestrutura. O novo contrato, com um horizonte de 10 anos, integra um plano de investimentos estratégicos com impacto estrutural e social, destinado a modernizar a principal fronteira terrestre do país.
Entre as intervenções previstas destacam-se o alargamento para três faixas da estrada de entrada e saída do terminal, a criação de uma nova via de escoamento, a automação dos processos de controlo e a construção de uma ligação directa entre o terminal e a Estrada Nacional N4. O plano inclui ainda um componente social significativo, com a edificação de uma nova fronteira turística e o desenvolvimento de um complexo habitacional com capacidade para 150 funcionários públicos afectos à fronteira, cujas obras deverão iniciar-se 30 dias após a aprovação final do projecto.


Segundo o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, a extensão da concessão simboliza a confiança do Governo na capacidade técnica e responsabilidade social da GTSA. “Este acordo é uma demonstração clara de que as concessões logísticas em Moçambique podem e devem gerar valor partilhado. Não se trata apenas de melhorar a fluidez do comércio, mas também de valorizar os profissionais que asseguram o funcionamento das nossas fronteiras. Esta extensão é estratégica para o país”, afirmou.


O ministro salientou ainda que este investimento representa uma das etapas finais do esforço de modernização do Corredor Logístico de Maputo. “Com os projectos em curso na expansão do Porto de Maputo, a modernização da N4 e as novas infra-estruturas na fronteira, estamos a consolidar um investimento total de quase 2,2 mil milhões de dólares em todo o corredor”, destacou Matlombe.


A GTSA comprometeu-se a reforçar a eficiência operacional e a promover uma integração regional mais forte, através da digitalização dos processos, da melhoria da gestão aduaneira e da criação de novas faixas de rodagem para agilizar a entrada e saída de mercadorias em trânsito. O gestor da empresa, Sean Gent, afirmou que a extensão do contrato “representa um novo compromisso com o futuro do Corredor de Maputo”, acrescentando que os investimentos previstos “abrangem não só soluções logísticas, mas também infra-estruturas que respeitam e valorizam o papel do servidor público e o bem-estar das comunidades vizinhas”.


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