Moçambique confiante na saída da lista cinzenta do GAFI até final de 2025
O Governo moçambicano mantém uma postura optimista relativamente à possibilidade de o país sair da “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) até ao final deste ano, após ter cumprido todas as 26 medidas exigidas pela organização.
Uma reunião de peritos do GAFI está agendada para os dias 8 e 9 de Setembro, em Maputo, seguindo-se uma avaliação específica de Moçambique, marcada para Outubro. O país espera que estes encontros sirvam de base para uma reavaliação positiva do seu enquadramento no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
A “lista cinzenta”, oficialmente designada por “Jurisdições sob Monitorização Reforçada”, identifica países com fragilidades estratégicas nos seus mecanismos de prevenção de crimes financeiros, obrigando-os a uma vigilância mais apertada por parte do GAFI e da comunidade internacional.
Actualmente, 24 países constam desta lista, incluindo outras nações africanas como a África do Sul, Angola, Quénia, Argélia e Nigéria. Já a “lista negra”, mais restritiva e sancionatória, conta apenas com três países: Coreia do Norte, Irão e Myanmar.
Numa reunião realizada na quarta-feira (16), a primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, recebeu uma delegação liderada por Fikili Zitha, Secretário Executivo do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG), para debater os esforços em curso e reforçar o compromisso do país com os padrões internacionais.
No final do encontro, a ministra das Finanças, Carla Louveira, afirmou que Moçambique não está apenas focado em sair da lista cinzenta, mas também em garantir que o país nunca mais volte a constar da mesma. “O importante é que não estamos a trabalhar simplesmente para sair da lista cinzenta, mas a trabalhar para que no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, quando o GAFI fizer a sua avaliação em 2030, encontre uma situação completamente diferente daquela detectada em 2021”, destacou.
Louveira sublinhou ainda que o país concluiu com sucesso todas as medidas impostas pelo GAFI, facto que, segundo o Governo, reforça a expectativa de uma decisão favorável nos próximos meses.
