Pamesa pondera criar 10 academias do Villarreal em Moçambique
A empresa espanhola Pamesa Cerámica pondera implementar um projecto de criação de 10 academias de formação desportiva e social inspiradas no modelo do Villarreal Club de Fútbol em Moçambique, no âmbito de uma parceria estratégica que também prevê investimentos no sector do gás natural liquefeito. A iniciativa foi anunciada após o Presidente da República, Daniel Chapo, receber, na segunda-feira (20), em Maputo, uma delegação da empresa espanhola para a assinatura de um memorando de entendimento.
Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação e Imagem da Presidência da República, o projecto terá abrangência nacional e pretende utilizar o futebol como instrumento de inclusão social, formação de jovens e desenvolvimento humano, aliando a prática desportiva a uma componente educativa e cívica.
O director de Aprovisionamento, Compras e Energia da Pamesa Cerámica, Javier Portalés, explicou que as futuras academias deverão seguir o modelo de formação do Villarreal CF, combinando treino técnico de elevado nível com educação e acompanhamento social, com o objectivo de criar oportunidades para a juventude moçambicana e contribuir para a formação de cidadãos.
Como exemplo da eficácia do modelo, a empresa destacou o historial da academia do clube espanhol, referindo que quatro jogadores campeões do mundo passaram pelas suas escolas de formação, evidenciando a capacidade do sistema em desenvolver atletas de alto rendimento.
Além da vertente desportiva, o memorando de entendimento contempla o reforço da cooperação económica entre Moçambique e o Grupo Pamesa, considerado o maior produtor de cerâmica da Europa, que manifestou interesse em investir no sector energético nacional, com particular enfoque na cadeia do gás natural liquefeito.
O encontro realizado em Maputo dá continuidade às negociações iniciadas na semana passada, em Lisboa, durante a visita oficial do Presidente Daniel Chapo a Portugal, onde foram discutidas oportunidades de cooperação empresarial entre os dois países. A concretização do acordo poderá representar um reforço simultâneo da formação desportiva e da captação de investimento estrangeiro para sectores estratégicos da economia moçambicana.

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