CTA reforça aposta na industrialização
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reafirmou o seu compromisso com a promoção da produção nacional, da industrialização e do fortalecimento do sector produtivo, esclarecendo que não defende uma economia centrada exclusivamente nos serviços. A posição surge na sequência do debate público gerado pela entrevista do Director Executivo Adjunto da CTA, Eduardo Macuácua, publicada na edição 207 do Jornal Dossier Económico.
Em comunicado, a CTA esclarece que o crescimento registado no sector dos serviços resulta de uma dinâmica económica conjuntural e não de uma estratégia deliberadamente adoptada pelo sector privado. A organização considera, contudo, que o desenvolvimento sustentável da economia moçambicana depende do reforço da capacidade produtiva nacional, da agregação de valor local, da industrialização e da diversificação da base económica.
A confederação destaca que Moçambique possui vantagens competitivas em áreas como agricultura, agro-indústria, indústria transformadora, pescas, energia, logística, turismo e mineração, sectores considerados estratégicos para impulsionar o crescimento económico, gerar emprego, aumentar as exportações e reduzir a dependência externa.
Segundo a CTA, os desafios enfrentados pela economia nacional não anulam o potencial do País, mas evidenciam a necessidade de acelerar reformas estruturais orientadas para a melhoria do ambiente de negócios, reforço das infra-estruturas económicas, simplificação administrativa e redução dos custos de contexto. A organização defende igualmente a expansão do acesso ao financiamento e a criação de mecanismos mais ajustados às necessidades das pequenas e médias empresas.
A CTA reafirma ainda a sua disponibilidade para continuar a trabalhar em articulação com o Governo, parceiros de cooperação e sector privado, com vista à implementação de políticas e iniciativas que promovam o investimento produtivo, a industrialização e a competitividade da economia nacional.
Para a organização, Moçambique reúne condições concretas para consolidar um modelo de crescimento mais diversificado, inclusivo e sustentável, baseado na valorização dos recursos nacionais, no fortalecimento da produção interna e na construção de uma economia mais resiliente e competitiva.

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