Somos uma nação fértil e cobiçada - afirma Jahyr Abdula, Administrador Comercial da Intelec Holdings

Category : Revista Idolo | Sub Category : Edição Bi-mensal Posted on 2020-01-06 09:26:33


Somos uma nação fértil e cobiçada - afirma Jahyr Abdula, Administrador Comercial da Intelec Holdings

Faz parte do Grupo Intelec Holdings e acompanha, há bastante tempo, o crescimento da empresa. É jovem determinado e com visão progressista. Acredita no seu potencial e almeja fazer do grupo uma das mais poderosas marcas do país. Falámos do jovem empresário, Jahyr Abdula, que dentro da instituição desempenha as funções de administrador comercial, “ex-pectando” ideias inovadoras para um Moçambique cada vez mais crescente, alicerçando esse desenvolvimento pela via da juventude.

 

Em entrevista concedida à ÍDOLO, Jahyr falou com eloquência sobre o mundo de negócios, da irreverência da juventude moçambicana no acompanhamento das novas dinâmicas económicas, tendências tecnológicas e dos projectos virados para a construção de uma base forte de sustentação de acções consideradas-chave na cadeia de negócios.

 

FAÇO PARTE DE UM

GRUPO FAMILIAR, OU

SEJA A EMPRESA É DA

MINHA FAMÍLIA

 

Humilde, determinado e competente, Jahyr conta que interessou-se sempre pela actividade empresarial da família, por isso, desde cedo, foi acompanhando as diferentes etapas de crescimento e consolidação das empresas do Grupo Intelec Holding.

 

MERCADO COMPETITIVO

 

Neste momento, preocupa-se em saber ocupar o seu espaço no Grupo, porque pretende superar os desafios impostos pelo mercado para dar continuidade aos projectos em carteira definidos pelo Conselho de Administração. Os cinco anos de convivência e aprendizagem dentro da empresa, ao lado de pessoas carinhosas e experientes, fazem dele, hoje, um gestor-empresarial municiado de ferramentas apropriadas para aspirar a grandes sonhos.

“Faço parte de um grupo familiar, ou seja, a empresa é da minha família. Venho acompanhando o seu crescimento, muito antes de ir à faculdade, estava eu ainda na Escola Internacional de Maputo”, revelou Jahyr que se mostra bem enquadrado na estrutura adminis-trativa do grupo. Adianta que os desafios são imensos, e estando a desempenhar as funções de administrador comercial nada lhe resta senão construir pontes para redescobrir negócios para o grupo.

 

NÓS, OS JOVENS TEMOS

DE SER ARROJADOS, TRAZER NOVAS IDEIAS E EXPLORAR CONVENIENTEMENTE AS NOVAS OPORTUNIDADES

 

“Os gestores estão nas suas áreas para desenvolvê-las, e eu estou consciente disso. Dentro do grupo, responsabilizo-me pela a área Imobiliária e de Novos Negócios. São áreas que requerem empenho, dedicação e, acima de tudo, astúcia, como qualquer outra actividade profissional. As dinâmicas impostas pelo mercado exigem enorme criatividade e rigor. O país não está a atravessar por uma boa fase nestas áreas, sobretudo a imobiliária. As batalhas pela busca de melhor negócio são constantes, mas temos de saber lidar com o mercado”, disse, acrescentando que se trata de um tempo difícil, mas com previsão de melhoramento do ambiente de negócios, principalmente por causa da presença das multinacionais.

“Julgo que todos os países pas¬saram e/ou estão a passar por uma crise. É o reflexo da crise mundial. Todavia, há uma luz no fundo do túnel, isto é, tudo tem um fim”. Jahyr Salimo diz ser este o momento de arregaçar as mangas e engendrar novos planos de negócios.

“Nós, os jovens, temos de ser arrojados, trazer novas ideias e explorar convenientemente as novas oportunidades. Sinto ser necessário abrir-se novas portas para os jovens que também têm energias e sangue quente para ampliar o raio de intervenções locais e desenvolver novas oportunidades”, realçou o empresário.

 

TEMOS UM PAÍS RICO

 

Falando especificamente sobre o negócio na indústria imobiliária em tempo de crise, Jahyr disse que “nada há a temer, pelo contrário, às empresas têm-se esforçado no sentido de apresentar produtos diferenciados e de qualidade. Devo dizer que mesmo no meio da crise, a competitividade é enorme.

Mas essa concorrência não pode ser vista como obstáculo, ou inimiga mas, acima de tudo, como uma competição saudável, porque a cadeia do negócio é vasta. A concorrência só traz qualidade e cada um faz as suas acções para o benefício de todos”.

O nosso interlocutor diz trabalhar com afinco e determinação, porque pretende alcançar os objectivos impostos pela administração da empresa. “O mundo está a desenvolver-se todos os dias e temos de acompanhar esse ritmo. Já não é tempo de ficarmos estáticos. Temos de fazer a diferença, todos os dias, para o bem do grupo, acompanhando e inovando os processos produtivos, trazendo para dentro da empresa negócios e projectos sustentáveis. Pessoalmente, estou aberto para todos os negócios lícitos. Quanto menor risco tiver, melhor é”, afirmou.

 

HOJE, HÁ VÁRIAS EMPRESAS ESTRANGEIRAS QUERENDO VIR INVESTIR NO MERCADO MOÇAMBICANO

 

Jahyr classifica Moçambique como um país de futuro, com fortes potencialidades em todas as dimensões e que está aberto para receber e gerar investimentos qualitativos. “Hoje, há várias empresas estrangeiras querendo vir investir no mercado moçambicano. Considero isso um bom sinal e o país está aberto ao mundo. Pretendemos tão-somente negócios sem riscos e de maior e melhor sustentabilidade, ou seja, que façam a diferença para o país”.

 

A ADMIRAÇÃO

PELO PAI E A VINDA

DE TAÍS ARAÚJO

 

Jahyr tem como fonte de inspiração o seu pai, o senhor Salimo Abdula, um renomado empresário e actual Presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP). Quando fala dele, os seus olhos brilham de orgulho. “É o meu Ídolo…não digo isso por ser meu pai. Ele é uma pessoa humilde e trabalhadora. Admiro a sua veia de líder, pois sabe ouvir, aconselhar, propor soluções e decidir com lealdade. É um forte pilar da família”, disse para acrescentar que é na família que encontra o maior suporte para esgrimir todo o seu potencial em termos de conhecimento.

 

AOS 17 ANOS DE

IDADE CONSTITUIU

UMA SOCIEDADE DE

ÂMBITO SOCIAL E

CULTURAL

 

“O que nos faz tornar uma família forte é a união. A nossa linguagem é a mesma: um por todos e todos por um. É nesta família que estou a crescer profissionalmente. Aqui encontrei gente que conheci antes de ser profissional. Com essa gente, tenho uma relação de proximidade e de familiaridade. São pessoas que me viram crescer e olham-me com carinho, e puxam por mim”, confessou o jovem empresário.

Começou bem cedo a lidar com negócios. Aos 17 anos de idade constituiu uma sociedade de âmbito social e cultural, com outros dois amigos, tendo tudo corrido bem. Foi nesta fase de crescimento, mas com outros parceiros no projecto, que conseguiu trazer à Moçambique a actriz brasileira, Taís Araújo, no quadro de uma acção humanitária.

“Ela veio ao abrigo de um projecto direccionado ao HIV/SIDA, pois era importante que ela, como celebridade internacional, fizesse passar a sua mensagem sobre a necessidade de prevenção e combate à pandemia. Foi um grande orgulho para mim ter conseguido trazê-la ao país para realizar essa campanha tão crucial para os moçambicanos. Ao mesmo tempo, mostrámos que somos jovens comprometidos com causas sociais e que aspiramos novas conquistas”.

 

VITALIDADE DOS JOVENS MOÇAMBICANOS E A CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA ANJE

 

Jahyr não se cansa de enaltecer as qualidades dos jovens moçambicanos que os qualifica de “veios” de mudanças e de crescimento do país, ou melhor, construtores de novos paradigmas de desenvolvimento de Moçambique. “Esta juventude é valente e vibrante pois, pesquisa e trata com primazia o conhecimento. É uma juventude irreverente, e que não se dá por vencida, e que acompanha às dinâmicas tecnológicas actualmente em curso no mundo. É uma juventude que está à “caça” do seu espaço e de oportunidades para fazer vingar a sua sabedoria”, sublinhou, reafirmando, com toda a notoriedade, que o jovem moçambicano é humilde, acolhedor, e que dispõe de muita energia para grandes desafios da vida.

A este propósito, em Novembro corrente, realiza-se, em Maputo, uma conferência empresarial internacional para os jovens, numa iniciativa da Associação Nacional de Jovens Empresários de Moçambique (ANJE). Trata-se de um evento, segundo Jahyr Salimo, que possibilitará aos jovens moçambicanos interagir com os de outras nações e buscarem conhecimentos.

“É uma plataforma dinâmica e valiosa, que produz múltiplas vantagens para os jovens nacionais. É um espaço em que os jovens vão exteriorizar o seu potencial, expondo serviços e produtos sobre o que fazem diariamente. Vão igualmente “beber” informações úteis e experiências notáveis para o seu cres¬cimento. “Experts” mundiais ligados à área económica virão ao país ver e avaliar o que os jovens moçambicanos fazem, e apoiá-los com o seu know how e financeiramente. É uma oportunidade ímpar para os jovens moçambicanos concretizarem parcerias empresariais”, explicou o jovem Jahyr Salimo.

 

APAIXONADO PELO

DESPORTO MOTORIZADO

 

Nasceu na África do Sul, mas é moçambicano de gema. Formado em gestão de empresas e com 27 anos de idade, Jahyr é hoje um Executivo em ascensão no grupo Intelec Holding. Jovem afável, muito dado à família e querido dentro da instituição, tudo por causa da sua brilhante postura. “Sou uma pessoa social e de muita proximidade à família, aos amigos de verdade, ou seja, a todos aqueles que estão envolvidos na minha vida. Aqui na empresa, os colegas olham-me com carinho, porque  viram-me crescer como homem”.

Além de se dedicar intensamente à vida empresarial, ao Jahyr ainda lhe sobra tem¬po para praticar desporto motorizado e jogar futebol em regime recreativo. “Sou uma pessoa aberta e amante do desporto. Adoro fazer corridas na pista do ATCM. Tenho uma enorme paixão pelos carros. Já venci várias corridas”, salientou. Nos tempos livres, não só faz desporto, como também gosta de estar com a namorada, conviver com a família e amigos, comer uma boa lasanha e beber, socialmente. Tem ouvidos para música e gosta de roupa preta. O Costa do Sol e o Benfica de Portugal são os seus clubes de eleição e não se esquece da Ponta D´Ouro, região onde cresceu .

Confiante no seu potencial e capacidade, o empresário desafia-se a fazer diferença, na sua área de intervenção, com algo que vai marcar o país pela positiva. “Moçambique é um país que inspira qualquer pessoa e não há desculpas para não dar certo” .

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